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Receber uma multa causada por outra pessoa costuma gerar uma dúvida: é possível transferir ela para o verdadeiro responsável?
A resposta depende da natureza da infração. Existem multas que não podem ser transferidas porque a legislação atribui a responsabilidade diretamente ao proprietário do veículo.
Neste artigo, você vai entender quais infrações não permitem a indicação de outro condutor, quando os pontos podem ser direcionados ao motorista responsável e por que o valor da multa continua vinculado ao veículo.
Quando um radar registra excesso de velocidade, por exemplo, o equipamento identifica o veículo, não necessariamente o condutor. Caso o proprietário não estivesse dirigindo, ele pode informar o real condutor dentro do prazo indicado na notificação de autuação.
Nesse cenário, os pontos e as consequências administrativas passam para a CNH da pessoa indicada. Já o valor da penalidade permanece ligado ao cadastro do automóvel e deve ser quitado para evitar pendências no licenciamento.
O CTB separa as responsabilidades entre condutor e proprietário. Infrações relacionadas ao comportamento ao volante costumam ser atribuídas ao motorista. Problemas de documentação, conservação e regularidade do veículo, porém, permanecem com o dono.
As principais multas que não podem ser transferidas envolvem obrigações que pertencem legalmente ao proprietário. Nesses casos, não importa quem estava ao volante no momento da infração.
Entre os principais exemplos estão:
Essas situações não dependem apenas da forma de dirigir. Elas estão relacionadas ao dever do proprietário de manter o veículo documentado, conservado e de acordo com a legislação de trânsito brasileira.
Quando um agente de trânsito aborda o motorista pessoalmente e o identifica no momento da infração, não há o que transferir. O nome do condutor já custa na autuação.
Isso vale para casos como embriaguez ao volante, excesso de velocidade fiscalizado por blitz, ultrapassagens proibidas seguida de abordagem entre outras.
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Quando a transferência é permitida, o proprietário tem até 30 dias, contados a partir da notificação da autuação, para indicar o real infrator. O procedimento é gratuito e pode ser feito pela internet, Correios ou presencialmente no órgão autuador.
Perder esse prazo tem consequências diretas: a pontuação e o valor passam a ser de responsabilidade do proprietário, mesmo que outra pessoa estivesse no volante. Por isso, ficar atento à correspondência do Detran faz toda a diferença.
Quem pretende comprar um seminovo deve conferir se existem multas, débitos ou restrições vinculadas ao veículo. Algumas pendências podem continuar registradas mesmo após negociações informais ou promessas de pagamento feitas pelo antigo dono.
Uma consulta veicular também ajuda a verificar se existem histórico de leilão, alienação fiduciária e chamados de recall não atendidos.
Na Achecar, o consumidor pode consultar informações importantes do histórico veicular antes de comprar, vender ou negociar um automóvel.
Essa verificação ajuda a identificar pendências, restrições e sinais de risco que nem sempre aparecem em uma conversa com o vendedor.
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Nem toda autuação permite indicação de outro motorista. Infrações ligadas ao licenciamento, às características, aos equipamentos e à regularidade documental são responsabilidades do proprietário. Já nas infrações de condução, a indicação depende do prazo e das condições informadas pelo órgão autuador.
Conhecer essa diferença evita tentativas inválidas de transferência e ajuda a organizar a documentação do veículo
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Textos produzidos pela equipe Achecar para orientar quem compra ou vende veículos.

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