
A blindagem veicular já faz parte da realidade brasileira há muitos anos. Com o avanço da eletrificação, no entanto, uma nova dúvida surgiu: o que muda quando a blindagem é aplicada em carros eletrificados O peso extra afeta o desempenho e a autonomia? Existem algum risco para a segurança dos ocupantes?
Neste artigo, vamos fazer uma análise completa, com dados práticos e comparações, para entender como a blindagem em carros elétricos impacta o dia a dia.
Como funciona a blindagem veicular na prática
A blindagem automotiva consiste na aplicação de materiais balísticos para proteção contra armas de fogo. Os principais itens reforçados são
- Vidros (camadas de vidro e policarbonato)
- Portas, colunas e teto
- Painel corta-fogo
- Laterais e áreas estruturais
No Brasil, o nível mais comum de blindagem é o Nível III-A, que é capaz de resistir a disparo de armas curtas, como pistolas e revólveres.
Quanto peso a blindagem adiciona em um carro?
Em média, a blindagem Nível III-A adiciona entre 180 e 300 kg ao peso original do veículo. A variação depende de fatores como:
- Tamanho do carro
- Área envidraçada
- Tipo de material balístico utilizado
- Nível de reforço estrutural
Para efeitos de comparação, esse acréscimo equivale a rodar com três ou quatro passageiros adultos a mais.
Impacto direto do peso na autonomia de veículos elétricos
A autonomia é um dos pontos mais sensíveis nos veículos elétricos. O peso extra da blindagem interfere diretamente em três aspectos:
Maior consumo de energia
Quanto maior a massa, maior o esforço do motor elétrico. Isso resulta em maior consumo por quilômetro rodado.
Redução da autonomia real
Na prática, a blindagem pode reduzir a autonomia entre 10% e 25%, dependendo do modelo e do tipo de uso (urbano ou rodoviário).
- Por exemplo: um BYD Dolphin Mini pode perder cerca de 30 km de autonomia após a blindagem.
Regeneração menos eficiente
Sistemas de frenagem regenerativa perdem eficiência com o aumento de massa, o que reduz a recuperação de energia.
Como a blindagem afeta o desempenho e a dirigibilidade?
O peso adicional altera o comportamento dinâmico do veículo.
Aceleração
Mesmo com o torque instantâneo dos motores elétricos, a aceleração tende a ficar um pouco mais lenta, principalmente em arrancadas.
Frenagem
O sistema de freios trabalha mais. Por isso, é essencial que a blindagem seja homologada e compatível com o projeto do veículo.
Suspensão e pneus
Muitas blindadoras reforçam molas, amortecedores e utilizam pneus com maior índice de carga para compensar o peso extra.
Existem riscos específicos em carros elétricos blindados?
O principal cuidado está relacionado à bateria de alta tensão. Uma blindagem mal planejada pode:
- Comprometer a dissipação térmica
- Alterar o centro de gravidade
- Afetar zonas de deformação em colisões
Por isso, fabricantes e blindadoras especializadas seguem protocolos rigorosos. Algumas montadoras, inclusive, só mantêm a garantia se a blindagem for feita homologadas.
Vale a pena blindar um carro elétrico?
A resposta depende do perfil do motorista.
Vantagens:
- Maior segurança pessoal
- Conforto acústico adicional
- Manutenção mais simples que motores a combustão
Desvantagens:
- Redução de autonomia
- Aumento do peso total
- Custo elevado da blindagem
Para quem roda majoritariamente em áreas urbanas e tem acesso fácil a recarga, a blindagem pode ser uma solução viável. Já para quem depende de longos trajetos, o impacto na autonomia precisa ser bem avaliado.
Antes de comprar ou blindar um carro elétrico, consulte o histórico completo do veículo na Achecar. Assim, você toma uma decisão mais segura, com informações claras sobre procedência, histórico de sinistros e muitos mais.
A blindagem em carros elétricos é uma tendência em crescimento, mas traz desafios específicos relacionados ao peso, autonomia e dinâmica do veículo. Embora a tecnologia elétrica ajude a compensar parte dessas perdas, o impacto existe e deve ser considerado com atenção.
